As obras da Usina Termelétrica São Sepé estão bem avançadas. Na semana passada, começaram a chegar os primeiros equipamentos que vão permitir a montagem da estrutura. A chegada do material é um marco importante no projeto da termelétrica. Os equipamentos vieram da empresa Coppi, de Joaçaba (SC), responsável pelo fornecimento do sistema de recebimento e armazenamento da casca de arroz.
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A usina irá gerar energia elétrica a partir da queima dos resíduos do arroz que, antes, seriam desperdiçados pelos agricultores. Dessa forma, a empresa dará destino a centenas de toneladas de casca de arroz.
A termelétrica está sendo construída em uma área de nove hectares próxima da ERS-149, distante dois quilômetros de uma subestação de energia elétrica da RGE Sul, no interior do município. A usina de biomassa terá capacidade de geração de 8 megawatts (MW) de energia, quantidade suficiente para abastecer 31 mil domicílios, o que totaliza 125 mil habitantes – o equivalente a cinco vezes a população de São Sepé.
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Ela vai operar com 70 mil toneladas de casca de arroz por ano fornecidas por nove empresas de oito municípios da região. O começo das operações está previsto para janeiro de 2018, prazo contratado em um leilão da energia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado em 2015.

INVESTIMENTO
O investimento é de responsabilidade da Cooperativa Regional de Eletrificação Rural do Alto Uruguai (Creral). A termelétrica deve custar R$ 48 milhões. Do total, R$ 35 milhões virão de um financiamento assinado em julho com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A usina deverá gerar até 300 empregos, beneficiando, também, mais de 5 mil famílias de cooperativas que tratam a casca de arroz como resíduo.